Cometa rumando contra o Sol
Família Kreutz
O objeto registrado pertence à família cometaria Kreutz, composta de uma série de fragmentos de um grande cometa que se partiu há mais de 2 mil anos. Por rumarem contra o Sol, esses fragmentos recebem o nome de sungrazer, que em tradução livre do inglês significa "aquele que mergulha no Sol".
Diversos fragmentos desse cometa passam próximo ao Sol diariamente e se desintegram, mas como são muito pequenos não são detectados. No entanto, alguns pedaços maiores, como o registrado agora, chamam a atenção e podem ser registrados pelo telescópio.
Normalmente, os fragmentos da família Kreutz não são muito grandes, com cerca de 500 metros de diâmetro e se desintegram a aproximadamente 200 mil km de altitude. No entanto, alguns cometas com núcleos maiores que 1 km podem sobreviver à aproximação, quase sempre mortal.
Os objetos da família Kreutz recebem esse nome em homenagem ao jovem astrônomo Dirk Peeters Kreutz, que no século 19 descobriu o cometa.
O que esperar do impacto do cometa?
Existem muitas controvérsias a respeito da possibilidade de o choque do cometa provocar ou não a Ejeção de Massa Coronal, CME, uma vez que quase sempre o impacto é acompanhado de um aparente evento desse tipo. Alguns pesquisadores acreditam que o choque tem energia suficiente para ejetar o plasma com velocidade suficiente para "vencer" a gravidade e ser lançado ao espaço.
Entretanto, a maioria dos cientistas acredita o efeito visual do impacto nada mais é que a sublimação do gelo do cometa, uma vez que o ao atingir determinada altitude o fragmento se rompe e é consumido quase que instantaneamente pelo calor da estrela. Sublimação é o fenômeno que ocorre quando um material passa imediatamente do estado sólido para o estado gasoso.
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