Piñera amplia estado de emergência e diz que Chile está "em guerra"




O governo do Chile ampliará um estado de emergência a cidades do norte e do sul, disse o presidente Sebastián Piñera na noite de domingo, depois que sete pessoas morreram em meio a confrontos violentos e incêndios criminosos no final de semana.

“Estamos em guerra contra um inimigo poderoso, implacável, que não respeita nada nem ninguém, que está disposto a usar a violência e a delinquência sem qualquer limite”, afirmou Piñera em um pronunciamento televisionado no final da noite, feito no quartel-general do Exército, em Santiago.

Ele confirmou que o estado de emergência que declarou para Santiago na noite de sábado, e que levou os militares às ruas, será ampliado para o norte e o sul da capital. Protestos liderados por estudantes contrários a um aumento de tarifa no transporte público começaram duas semanas atrás.

Piñera anunciou que os sistemas de metrô e trem de Santiago funcionariam parcialmente nesta segunda-feira, assim como hospitais e algumas escolas e creches, e apelou aos chilenos que se unam e ajudem seus vizinhos a seguir com suas vidas e se manter em segurança.

“Amanhã teremos um dia difícil”, disse. “Estamos muito cientes de que (os responsáveis pelos distúrbios) têm um grau de organização, logística, típicos de uma organização criminosa”, disse. “Hoje não é hora de ambiguidades. Peço a todos os meus compatriotas que se unam nesta batalha contra a violência e a delinquência”, acrescentou.

O ministro do Interior, Andrés Chadwick, disse em uma coletiva de imprensa realizada em Santiago no início da noite de domingo que a decisão de ampliar o estado de emergência foi tomada em meio a uma “escalada de violência e vandalismo”.

Ele mencionou 70 “incidentes sérios de violência” no domingo, incluindo o saque de 40 supermercados e outros pontos comerciais. Chadwick disse que os efetivos militares e policiais em Santiago estavam em torno de 10.500 e que serão reforçados onde necessário.

Santiago e outras cidades chilenas foram assoladas por vários dias de tumultos, além de protestos pacíficos, após o aumento de tarifa no transporte público. A violência levou Piñera a reverter a medida e declarar um estado de emergência. Chadwick disse que sete pessoas foram mortas em incidentes relacionados aos protestos, sem dar maiores detalhes.
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